Pescando estrelas

Quem estuda sabe que o fascismo é ruim.

Quem lê entende que governos anti-democráticos não se importam com o povo.

Quem ama seus filhos não elege governos carregados de ódio, misoginia, racismo, preconceito.

Amanhã tem eleição novamente no Brasil. E novamente temos a chance de dar ao Brasil um governante que se importa com o povo, com a educação, com a preservação da vida e a igualdade de oportunidades. Só uma chance e nossa estrela vai brilhar de novo. Como artista e mãe tenho a obrigação de me posicionar. Como artista, mãe e cidadã que não acordou a semana passada e nem nas manipulações de 2013, que não assiste a globo como fonte conhecimento, informação e cultura, que não se deixa manipular por jargões anti petistas, anti comunistas sem conhecer a história ou que as palavras significam. Chega de burrice e ódio. Chega de permissividade com o que é desumano e cruel. Governos devem governar para o POVO e não para o dinheiro, para meia dúzia empresários e homens brancos burros, corruptos e gananciosos.

Cada um sabe de si, mas leitura, menos TV, um pouco de empatia pelo próximo e bom senso ajudam no discernimento.

Hoje é dia da estrela se levantar em meio à escuridão.

Amanhã a estrela é 13.

O número da sorte do Brasil é o 13.

A paz no Brasil é 13.

13 para a estrela brilhar no Brasil e o povo ser feliz de novo.

É possível.

Eu, amanhã, voto 13.



Yemanja é a divindade afro-brasileira que representa a mãe das águas. As águas, por sua vez, representam as emoções, a fonte da criação [ele não], o elemento essencial à vida. Nesses tempos tão sombrios, precisamos de forças para não deixar que o mal prevaleça. Precisamos de luz, de beleza e paz [ele não]. Precisamos das águas. As águas que limpam a superfície da terra, as ruas, as vidraças das janelas dos nossos olhos e nos permitem enxergar, olhar, ver, a sentir com mais clareza. [ele não]. A água que escorre do nosso suor não será em vão. [ele não] A chuva que lava nossa pele, nossa alma, nossa voz, nossa história haverá de limpar com força e delicadeza toda a brutalidade das mentes vazias. Que Yemanjá prevaleça [ele não], nos preserve e nos defenda. Que a força feminina de todos nós, nos traga à razão [ele não, ele não, ele não] e dê poder à nossa emoção [ele não] . Que as ondas que nunca cessam enxáguem a ressaca bruta da ameaça do fascismo [ele não], do racismo [ele não], do machismo [ele não], de toda a podridão, clamamos: #EleNão.

Valei-nos Yemanjá, 

Nossa Senhora dos Navegantes, 

Nossa Senhora da Conceição: 

concedei-nos, sempre, proteção [ele não]

Mulheres, todas a luta, na força e união: [ele NÃO]

29.09.2018 – que seja um dia especial na história.

Estonia, a love story

It was one of these unexpected gifts of life. Unknown country, city, place, people and yet, I felt completely home, welcome and happy. Kondase Keskus is a Naive Art Museum in the city of Viljandi, Estonia. But is much more than a beautiful centre of arts. It is a magical place with amazing scenery and gorgeous, strong and kind people. I had no idea that such place existed and I am really happy life brought me there. It was my last exhibition and somehow it felt like a heavenly present for my carriere. A sign. A secret message from life to make me understand that happiness is made of small, special places and moments like this and nothing in life is permanent, everything unfolds for better chances, new beginnings and growth. My art grew and found love on Viljandi. So did I. 

Thank you Kondase Keskus for this opportunity.

Thank you Estonia, Viljandi and its kind people.

Thank you Harri.

Thank you Mare and Mari.

Thank you Mari, Johanna and Hendrik.


Strong Women

Strong women
We have to be strong.

To know about everything.

To endure.

To resist.

To accept.

To comply.

To insist.

To work hard.

To work harder.

To look good.

To be gentle.

To be kind.

To behave.

To be modest.

To exceed.

To find out.

To fit in.

To survive.

To be a woman in a world ruled by greedy white men is a work of art.

And we are.

Luciana Mariano (c)

The end.

I moved to a new country six months ago. A new language that is not very easy to learn. A new place and culture, new challenges. It’s about love and survival, always, life is. And every new challenge brings its own new obstacles and pleasures, lessons and adversities. This is my new place, I want to learn how to exist here.

Therefor I am stepping out of my artistic carriere. 

The past ten years were all about struggle with very little reward. Times when I gave a lot of my work in exchange of food and simpathy, but most times in exchange of nothing. I survived but I can’t say I made a living out of it. I worked a lot but my work was many times locked up in dusty dark cellars with no sales. The world doesn’t reward or support simple art. And I am a simple artist. 

Some gallerists got their free paintings and never sold a piece.

Some tried to help, most never even bothered.

Friends bought underpriced paintings and I was fed for a while.

Some stole my paintings and took my works without ever paying for it. 

In fact, they stole much more than they took. 

Many appreciated my work but didn’t understand the bigger picture.

Women artists should be encouraged, supported, consumed. I am not getting younger, I cant wait for society’s higher conscienceness to kick in. There are children in cages in this world, human and civil rights being slaughtered, the last thing people are thinking about is silly naive art. People are either worried with their new car or vacation or struggling to put food in their plates, it’s not about art. 

I should use my silly art to make a statement, but my plate is also empty and nobody works on an empty stomach.

I can’t do this anymore. I need to survive. 

I need to grow out of my sorrow and be selfish enough to do another thing.

I am in another country, I am in another story, this is my new thing.

I have now, for the first time in my life, a love big enough that makes me feel safe and nurtured, energized and motivated. I want this change. I need to belong. I am going to take this opportunity to reinvent myself, to learn and be a part of something real. New beginnings are in order. This is it.
Thank you to the few real dear people who truly supported me for this past 10 years.

I know who you are and I don’t forget.
This is the end. And it feels right.

Luciana Mariano

Junho ° June ° Juni ° Kesäkuu

A painting is always a thoughful gift.

There is soul, energy and color in it. It’s a lively visual narrative that playfully invitates you to appreciation, thought and fantasy. It can be personal too, bespoke, it can be made for a special ocasion, a celebration, a time to be remembered. Through commissioning or purchasing a panting from an unknown artist you support, sustain and allow more art to be created.

Art is a good investment.

Art is life.

Art is love.

Support independent artists.
PS: many months of intensive work happening now. A very special exhibition coming up soon.

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Sonho no divã

É preciso sonhar. Expandir a realidade através do sonho, do desejo, da imaginação. Sonhar até cair cansada e acordar achando que sonhos são sim possíveis e a realidade é só o avesso do sonho que ainda não se concretizou. É só questão de tempo. Do tempo que não para, do impiedoso tempo que não espera por ninguém; é só questão de fé. Fé é crença, crença é vontade, vontade é força e a minha força move mundos quando eu sonho. Imaginários mundos. Mundos de possibilidades.

We need to dream. Expanding reality through dreams, desire, imagination. To dream until you fall exhausted and then wake up believing that dreams are, indeed, possibilities. Reality is just an inside out dream that is about to become true. It’s a matter of time. Time that doesn’t stand still, the unmerciful time that waits for no one; it’s just a matter of faith. Faith is belief, belief is will, will is strength and my strength can create worlds when I dream. Imaginary worlds. Worlds of possibilities.

Commission work made for private collection. 

Luciana Mariano, copyrights reserved.

Tea Time


What is happening in the world?
Why are people so indifferent about what happens to their fellow men?
Why does death, war and violence only matters if it happens close to you?
Why does poverty, hunger and social exclusion only an issue if you are subject to it?
The world is our backyard. There is no such thing as me and them. Their pain must be ours, they garbage is ours. Injustice for one is injustice for all… sooner or later.
Stop selling weapons, stop buying weapons and definitely stop using them.
When did humanity become so cynical, selfish and insensitive?
Is greediness and cruelty just a given part of our DNA?
When does all of this madness come to an end?

Meanwhile, somewhere in the world, tea is being served.
Love, joy, playfulness among siblings, easiness and coziness.
Life should be just like that.
It is not.
But we paint it, anyway.


PS: Welcome baby Alice. I wish you and your brother plenty of luck, health, love. May you bring light, peace and beauty to the world. – comission work for the arrival of baby Alice. Thanks Dani!


O que está acontecendo no mundo?
Por que as pessoas são tão indiferentes sobre o que acontece com seus semelhantes?
Por que a morte, a guerra e a violência só importam se acontecer perto de você?
Por que a pobreza, a fome e a exclusão social são apenas uma questão se você estiver sujeito a ela?
O mundo é nosso quintal. Não existe tal coisa como eu e eles. Sua dor deve ser nossa, o lixo é nosso. Injustiça para um é injustiça para todos … mais cedo ou mais tarde.
Pare de vender armas, pare de comprar armas e definitivamente pare de usá-las.
Quando a humanidade se tornou tão cínica, egoísta e insensível?
A ganância e a crueldade são apenas uma parte do nosso DNA?
Quando é que toda essa loucura chega ao fim?

Enquanto isso, em algum lugar do mundo, o chá está sendo servido.
Amor, alegria, brincadeira entre irmãos, facilidade e aconchego.
A vida deveria ser assim.
Não é.
Mas nós a pintamos, mesmo assim.


PS: Bem vinda bebê Alice. Meus desejos de saúde, sorte e amor para você e seu irmão. Que vocês sejam a luz, a paz e a beleza que este mundo precisa. Trabalho encomendado pela tia Dani para a chegada da Alice. Parabéns!

Through the glass

Saturday was my birthday.

47 years old, not feeling old at all.

Happy, happy day. Love. Loads of love, laughter, fun.

A jewel at breakfast. Out for dinner. Hugs, kisses, everything I wished for.

You make my life sweet and I am no longer afraid nor sad.

All those who really matter were present even in their physical absence, in one way or another, those who care made my day special. Thank you.

Love reveals our true selves. Love conquers everything.

Though the glass of love, the monster becomes a girl, again… 

Tea is served, time to be happy, at last.

The daily battle

She looked frail and delicate but inside she had the strength of ten tsunamis.

She could die a million times but her voice would still be heard though out time. 

Making her enemies shiver, her tyrants stumble.

Nothing she could do would ever be enough.

Nothing is enough in a world like this.

She was tired that day, but she picked flowers on the way home.

Battle was not over, there was a war to be won.

It was she and herself. And the mirror.

Flowers and swords.

No fear, no anxiety.

Just another day to give all she got.

And she did.


Ela parecia frágil e delicada, mas por dentro ela tinha a força de dez tsunamis.

Ela poderia morrer um milhão de vezes, mas sua voz ainda seria ouvida embora fora do tempo.

Fazendo seus inimigos tremerem, seus tiranos tropeçarem.

Nada do que ela pudesse fazer seria suficiente.

Nada é suficiente em um mundo como este.

Ela estava cansada naquele dia, mas ela escolheu flores a caminho de casa.

A batalha não acabou, há uma guerra a ser vencida.

Era ela, contra ela mesma. E o espelho

Flores e espadas.

Sem medo, sem ansiedade.

Apenas mais um dia para dar tudo o que ela tinha.

E assim ela fez.