Carnaval Carnival Carnevale 

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Dance, play, laugh, be happy, be kind, be free.

Empower women. Respect women. Encourage them to be free.

Spread love. Live love. Be love.

Yes, you look fabulous in a bikini.

Fa-bu-lous.

Al-ways.

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Catalogue 2018

Here is the youtube video I made to present my available works for sale.

Loved, important paintings but they really need new homes!

If you are interested about acquiring a piece of my work, get in touch, let’s talk!

Good, affordable, negotiable prices and conditions.   

https://youtu.be/I3jHbwOWVr8

Hugs, Luciana Mariano

2018


2018
The best year of my life is about to start. 
I found the love of my life

I moved to the country of my dreams

My work is flourishing 

I sold my old house

I bought my new home

My son is happy

My mom and sister are well

I was invited to exciting exhibitions

I published my first book

I am selling many paintings

Many more are being taken in commission

Drama is way passed, far behind me

I am healthy, glad, creative, thriving.

Peace and quiet are gracefully surrounding me

Life is good… Life is better than it has ever been.
.

Chupa.

Спасибо

The year is about to end and it’s time to say  Спасибо.

This beautiful word is constantly in my mind: Спасибо ( read as spacibo, means Thank you)… 

This was a good year and this is the most appropriate word to say.

Last year I spent New Year’s Eve in Saint Petersburg, Russia.

I spent almost three months in Russia and it was amazing.

I discovered a rich city that looks like an open air museum, architectural monuments, impressive buildings, massive dosis of fascinating history all over the place. Beauty. The best museum I have ever visited (The Hermitage). But on top of all the aesthetical and historical wonderland, Saint Petersburg has people. I mean real people. People that even in a -27°C snowy-icy-windy-freezing weather finds smily kindness to give you helping guidance, information, directions. The Russian people seem very serious and cold at first, but give them a little sympathy and gratitude and in return you will find funny, beautiful, generous friends. I had a blast. I was so overwhelmed by every place I visited and every person I met, that I began to feel like home. Yes. Russia can be messy, unorganized, decadent and corrupt. But nothing I haven’t seen before in so many other places, including my very own. Russia has a severe winter that is somehow harmoniously balanced with its beautiful people and warm, voluptuous culture. Of course that was my impression and other opinions might differ from mine. I made friends there that I will carry for life. I will always remember but more than that I will always dream of coming back. And I will.

It’s good to know people that you can rely on. Generosity and kindness that will remain in my heart and will always echo: Спасибо.

Спасибо Oleg, Vika, Pooh, Kate, Tanya, Galina, Mariana, Nico, Kelly, Ksenya, Igor, Liza and so many lovely people that made my time in Russia so amazing!

Спасибо

Спасибо

Спасибо
Artwork: When it starts to snow – 30×40 (work inspired and painted in my stay in Saint Petersburg, Russia) –  AVAILABLE

A flor e a poesia


 A FLOR E A NÁUSEA
Preso à minha classe e a algumas roupas, 

Vou de branco pela rua cinzenta.

Melancolias, mercadorias espreitam-me.

Devo seguir até o enjôo? 

Posso, sem armas, revoltar-me’?
Olhos sujos no relógio da torre: 

Não, o tempo não chegou de completa justiça. 

O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações e espera. 

O tempo pobre, o poeta pobre 

fundem-se no mesmo impasse.
Em vão me tento explicar, os muros são surdos. 

Sob a pele das palavras há cifras e códigos. 

O sol consola os doentes e não os renova. 

As coisas. Que tristes são as coisas, consideradas sem ênfase.
Vomitar esse tédio sobre a cidade. 

Quarenta anos e nenhum problema 

resolvido, sequer colocado. 

Nenhuma carta escrita nem recebida. 

Todos os homens voltam para casa. 

Estão menos livres mas levam jornais 

e soletram o mundo, sabendo que o perdem.
Crimes da terra, como perdoá-los? 

Tomei parte em muitos, outros escondi. 

Alguns achei belos, foram publicados. 

Crimes suaves, que ajudam a viver. 

Ração diária de erro, distribuída em casa. 

Os ferozes padeiros do mal. 

Os ferozes leiteiros do mal.
Pôr fogo em tudo, inclusive em mim. 

Ao menino de 1918 chamavam anarquista. 

Porém meu ódio é o melhor de mim. 

Com ele me salvo 

e dou a poucos uma esperança mínima.
Uma flor nasceu na rua! 

Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego. 

Uma flor ainda desbotada 

ilude a polícia, rompe o asfalto. 

Façam completo silêncio, paralisem os negócios, 

garanto que uma flor nasceu.
Sua cor não se percebe. 

Suas pétalas não se abrem. 

Seu nome não está nos livros. 

É feia. Mas é realmente uma flor.
Sento-me no chão da capital do país às cinco horas da tarde 

e lentamente passo a mão nessa forma insegura. 

Do lado das montanhas, nuvens maciças avolumam-se. 

Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico. 

É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.

(Carlos Drummond de Andrade)

Crowdfunding!

You attention please: It’s ART time!

Can you help me to raise funds for a new art project?

Luciana Mariano is a full time artist living of her naive art paintings for nearly a decade now. She had her works exhibited in Brazil, USA, Denmark, France, Belgium, Germany, Poland and Finland. No grants, no sponsorships, no support; she lives exclusively of selling her art. Now she is raising funds for a new artistic project. There are two ways you can help: 
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Luciana Mariano – whatsapp: +5511966258693

Celia Lucena (Rio de Janeiro) +5521988840688

Luciana Mariano é artista naif em tempo integral, vivendo de sua arte há quase uma década. Já teve seus trabalhos exibidos no Brasil, Estados Unidos, Dinamarca, França, Bélgica, Alemanha, Polônia e Finlândia. Não possui bolsas, mecenatos, patrocínios ou qualquer suporte financeiro público ou privado; vive exclusivamente da venda de seus trabalhos artísticos. Agora está levantando fundos para um novo projeto artístico. Você pode ajudar de duas formas:
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Luciana Mariano – whatsapp: +5511966258693

Celia Lucena (Rio de Janeiro) +5521988840688

Café do Brasil e as mulheres do campo


Café do Brasil tem sabor de poesia, de coisa amarga e doce, fragrante e forte, encorpada e delicada, sabor de fartura, carinho, aconchego, de amor. A obra Café do Brasil foi inspirada na riqueza do solo, na força da vida, na pluralidade da cultura agrícola de uma terra fértil, rica, diversa. Mas também em toda cor e toda dor que jaz por traz de cada grão, cada saca, cada xícara desse néctar tropical, que tanta riqueza trouxe e traz para o Brasil. Por trás da sutil beleza e doçura do Café do Brasil, a memória que não se refuta em pensar nas mãos calejadas dos bóias frias, birolos, trabalhadores rurais que enfrentam dificuldades, pobreza, frio, calor, chuva, poeira, cansaço, pirambeiras, cobras, fome, dor na colheita do café. Para homens, mulheres e crianças pobres de um Brasil tão rico que não se incomoda com as disparidades, com as injustiças, com abusos. Para trabalhadores da roça que andam em pau de arara, com condições desumanas, com salários baixíssimos do trabalho braçal, duro, às vezes escravo. Sobretudo para as mulheres trabalhadoras do campo, meninas, senhoras, mães e mulheres grávidas que lutam pela sobrevivência e que são quase invisíveis nessa sociedade tão machista, misógina, capitalista e cruel. Que vocês sejam vistas, valorizadas e sua luta nunca seja em vão.
Café do Brasil, 30×40, acrílica sobre tela, 2017, Luciana Mariano (c) – obra disponível para venda.

*****

Café do Brasil has a taste of poetry, of something bitter and sweet, fragrant and strong, full bodied and delicate, flavor of abundance, affection, warmth, of love. The work Café do Brasil was inspired by the richness of the soil, the strength of life, the plurality of the agricultural culture of a fertile, rich, diverse land. But also in every color and every pain that lies behind every grain, every bag, every cup of this tropical nectar, which brought and still brings so much wealth to Brazil. Behind the subtle beauty and sweetness of Café do Brasil, the memory that is not refuted in thinking of the callous hands of all rural workers who face so many difficulties, poverty, cold, heat, rain, dust, fatigue, thorns, snakes , hunger and pain in the harvest of our coffee. For poor men, women and children of Brazil, such rich country that doesn’t bother with disparities, injustices, and abuse. For farm workers who risk their lifes being transported on trucks, with inhumane conditions, with very low wages of hard labor, sometimes slave labor. And specially for the rural working women, girls, ladies, mothers and pregnant women struggling for survival who are almost invisible in this sexist, misogynist, capitalist and cruel society. May you be seen, valued and your struggle never be in vain.
Café do Brasil, 30×40, acrylics on canvas, 2017, Luciana Mariano (c) – work available for sale.

Continuum

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I am missing the simple things which never were.

A time and space that feels so right, but are not mine.

Feeling tired of the hard work, with no return

Exhausted by never ending struggle.

And yet hopeful

yet thoughtful

Purposeful

walking towards

better times to come

beautiful, silent, colorful sunsets

All the kindness and long, quiet, loving, warm embraces.

Here thinking, wondering

almost feeling, almost tasting

that “Je ne sais pas quoi”

which I have been longing for,

so much,

since I came to this experience.

Where are you?

Where is it?

What is it?

When will it come, happen, be?

Meanwhile I keep walking, carrying on

persistently breathing my time away.

The path is long

I may as well try to enjoy the journey.

*****

Estou com saudade das coisas simples que nunca foram.

Um tempo e espaço tão reais, mas que não são meus.

Sentindo-me cansada do trabalho árduo, sem retorno

Exausta pela luta sem fim.

E ainda assim esperançosa

ainda assim intensionada

propositada

caminhando na direção

de melhores tempos do porvir

Pores do sol bonitos, silenciosos e coloridos

Toda a bondade e abraços longos, silenciosos, amorosos e calorosos.

Aqui pensando, perguntando

Quase sentindo, quase provando

aquele “Je ne sais pas quoi”

que desejo,

muito,

desde que cheguei à esta experiência.

Onde está você?

Cadê?

O que é?

Quando vai acontecer, vir, ser?

Enquanto isso, sigo andando, continuando

Persistentemente respirando

meu tempo e distância.

O caminho é longo

Devo tentar aproveitar a viagem.

Florada de cerejeira – Cherry blossom


Lembra lá atrás, no tempo da escola, aquele grupinho que te chacoteava? Naquela época a palavra bullying não existia e situações assim nem eram punidas. Humilhações, calúnias marcam a pele de quem sofre mas raramente aquele que a praticou evolui o suficiente para reconhecer o mal, reparar o dano, desculpar-se. Aquele que se destaca geralmente é colocado a prova por gente limitada e mesquinha, sem capacidade, sem empatia. Árvores que dão frutos são as que mais levam pedradas. É como se o brilho, ainda que tímido, de uns, ofuscasse a e ameaçasse a falta de capacidade de outros. A sociedade não é justa, a meritocracia é uma grande falácia, usada irresponsavelmente para justificar quem naturalmente já podia mais, mas ainda assim compete com quem pôde menos.

Falta delicadeza no mundo. Falta gentileza, solidariedade, empatia.

Ninguém calça os sapatos do outro para saber as dores da caminhada, poucos oferecem a mão, um cobertor, um copo d’água, mas muitos se postam firmes para julgar, criticar, apedrejar. Vi muitas vezes o mal triunfar sobre o bem; não espere flores de solos áridos, a fertilidade é fofa, plural, quente, úmida, generosa. Não desperdice seu tempo, nem suas sementes, flores e frutos a quem intende queimá-los. Alimente o bem, divida, ensine, aprenda, ignore a maldade. Não espere nada de ninguém, especialmente dos utilitaristas. Persista, trabalhe em paz, conecte-se com gente que sente e vibra positivamente, repita. A florada da cerejeira simboliza a efemeridade das coisas, da beleza, da vida. De tudo que existe, pulsa e vive, quase nada se salva, se matém, se eterniza.

Num mundo de tantas pedras, ouse ser flor.

*****

DISPOSNÍVEL / AVAILABLE

florada de cerejeira / cherry blossom – 30×40 – 2017 – Luciana Mariano 

*****

Do you remember, back in school, that little group that used to pick on you? Back then the word ‘bullying’ was not as popular and situations like this were often not even punished. Humiliations, slander, prejudice marks the skin of the sufferer but rarely does the one who practices it evolve enough to recognize the evil done, repair the damage, apologize. The one who stands out is usually put to the test by limited, petty people, people with no spedial abilities nor empathy. Fruitful trees are usually the ones to be stoned. It is as if even the shyest glow of some, overshadows and threatens the lack of capacity of others. Society is not always just, meritocracy is a great fallacy, used irresponsibly to justify who naturally could more, but still competes with those who could less.

There is not enough kindness in the world. Hardly enough gentleness, solidarity, empathy.

No one wants to wear your fellow man’s shoes to understand the pains of walking, few offer a hand, a blanket, a glass of water, but many stand firm to judge, criticize, and stone. I have often seen evil triumph over good; Do not expect flowers from arid soils, fertility is soft, plural, warm, moist, generous. Do not waste your time, your seeds, flowers and fruits on whom’s intention is to burn it. Feed the good, divide, teach, learn, avoid and ignore evil. Do not expect anything from anyone, especially utilitarians. Persist, work in peace, connect with people who feel and vibrate positively, repeat. The  cherry tree blossom symbolizes the ephemerality of things, of beauty, of life. Of all existing things, pulsing and living, not much will remain, be saved or eternalized.

In a world of so much stone, dare to be flower.

Cages


Cages are homes, hearts, minds, routines. You may love your cage, but it is still a cage.

I am prisioner to the books I never wrote, the the music I never composed, to the love I didn’t give.

Life is a sentence.

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Cages/Gaiolas – 2017 – 30×40 – Luciana Mariano (direitos reservados)

DISPONÍVEL / AVAILABLE

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Tenho sonhado muito nos últimos dias. Uma sonharada que por vezes lembro, outras não, que às vezes fazem sentido, outras me põem ainda mais ansiosa, confusa. Se sonhos são projeções do inconsciente, minha alma está povoada pelo tumulto, pela agitação, multidões barulhentas de quadros ainda não concebidos. Muito movimento, muitas histórias e sentimentos que me fazem acordar cansada – como se a vida diária, acordada, já não se encarregasse disso.

Vivo a síndrome do estrangeiro, aquele que não pertence em lugar nenhum e especialmente aqui sei que não me encaixo. Me falta algo que vai além do que sei descrever, uma sensação de desconforto que me roça a pele, incomoda e sufoca como espartilho sobre a roupa e sapato de tiras, de salto, apertados.

Tenho conseguido meditar um pouco, o que que ajuda a recobrar a sanidade. Aquela paz de quem observa à distância, que vê o torto mas não se curva para segui-lo. Aquela aceitação da impotência, misturada com a tranquilidade de quem já entendeu que às vezes só o tempo mata ou cura. Ele, o tempo, não falha nunca, quem falha é a vida, efêmera, fragilzinha, mecânica, utópica. A cabeça trabalha o tempo todo, mesmo quando tenta, se esforça deliberadamente para não fazê-lo. Ela avalia tiranos, examina possibilidades e, sempre que possível, acordada ou dormindo, sonha.

Hoje meu sonho me estapeou pra fora da cama, acordei com a frase: “É o que é.”

Aceitação? Nem sei… Não costumava ser dessas.

Mas é. É o que é.

Um dia de cada vez.

Vou fazer o que sei, preciso e posso. Vou pintar. E assim sou feliz, leve, livre.

Quando não pinto por algum tempo, os quadros borbulham dentro de mim, como essa enxurrada de sonhos descontrolados, querem sair. Metáfora perfeita para eu, que quero sair. É o que é. Vou pintar.

Sobreviver é urgente quando se trata de viver de arte.

Para viver entre saudade e sonho, prefiro pintar: a única e secreta, pessoal e intransferível forma de enganar o impiedoso tempo.

É o que é.

Que bom, melhor assim.