Luciana Mariano

Continuum

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I am missing the simple things which never were.

A time and space that feels so right, but are not mine.

Feeling tired of the hard work, with no return

Exhausted by never ending struggle.

And yet hopeful

yet thoughtful

Purposeful

walking towards

better times to come

beautiful, silent, colorful sunsets

All the kindness and long, quiet, loving, warm embraces.

Here thinking, wondering

almost feeling, almost tasting

that “Je ne sais pas quoi”

which I have been longing for,

so much,

since I came to this experience.

Where are you?

Where is it?

What is it?

When will it come, happen, be?

Meanwhile I keep walking, carrying on

persistently breathing my time away.

The path is long

I may as well try to enjoy the journey.

*****

Estou com saudade das coisas simples que nunca foram.

Um tempo e espaço tão reais, mas que não são meus.

Sentindo-me cansada do trabalho árduo, sem retorno

Exausta pela luta sem fim.

E ainda assim esperançosa

ainda assim intensionada

propositada

caminhando na direção

de melhores tempos do porvir

Pores do sol bonitos, silenciosos e coloridos

Toda a bondade e abraços longos, silenciosos, amorosos e calorosos.

Aqui pensando, perguntando

Quase sentindo, quase provando

aquele “Je ne sais pas quoi”

que desejo,

muito,

desde que cheguei à esta experiência.

Onde está você?

Cadê?

O que é?

Quando vai acontecer, vir, ser?

Enquanto isso, sigo andando, continuando

Persistentemente respirando

meu tempo e distância.

O caminho é longo

Devo tentar aproveitar a viagem.

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Cages


Cages are homes, hearts, minds, routines. You may love your cage, but it is still a cage.

I am prisioner to the books I never wrote, the the music I never composed, to the love I didn’t give.

Life is a sentence.

*****

Cages/Gaiolas – 2017 – 30×40 – Luciana Mariano (direitos reservados)

DISPONÍVEL / AVAILABLE

*****

Tenho sonhado muito nos últimos dias. Uma sonharada que por vezes lembro, outras não, que às vezes fazem sentido, outras me põem ainda mais ansiosa, confusa. Se sonhos são projeções do inconsciente, minha alma está povoada pelo tumulto, pela agitação, multidões barulhentas de quadros ainda não concebidos. Muito movimento, muitas histórias e sentimentos que me fazem acordar cansada – como se a vida diária, acordada, já não se encarregasse disso.

Vivo a síndrome do estrangeiro, aquele que não pertence em lugar nenhum e especialmente aqui sei que não me encaixo. Me falta algo que vai além do que sei descrever, uma sensação de desconforto que me roça a pele, incomoda e sufoca como espartilho sobre a roupa e sapato de tiras, de salto, apertados.

Tenho conseguido meditar um pouco, o que que ajuda a recobrar a sanidade. Aquela paz de quem observa à distância, que vê o torto mas não se curva para segui-lo. Aquela aceitação da impotência, misturada com a tranquilidade de quem já entendeu que às vezes só o tempo mata ou cura. Ele, o tempo, não falha nunca, quem falha é a vida, efêmera, fragilzinha, mecânica, utópica. A cabeça trabalha o tempo todo, mesmo quando tenta, se esforça deliberadamente para não fazê-lo. Ela avalia tiranos, examina possibilidades e, sempre que possível, acordada ou dormindo, sonha.

Hoje meu sonho me estapeou pra fora da cama, acordei com a frase: “É o que é.”

Aceitação? Nem sei… Não costumava ser dessas.

Mas é. É o que é.

Um dia de cada vez.

Vou fazer o que sei, preciso e posso. Vou pintar. E assim sou feliz, leve, livre.

Quando não pinto por algum tempo, os quadros borbulham dentro de mim, como essa enxurrada de sonhos descontrolados, querem sair. Metáfora perfeita para eu, que quero sair. É o que é. Vou pintar.

Sobreviver é urgente quando se trata de viver de arte.

Para viver entre saudade e sonho, prefiro pintar: a única e secreta, pessoal e intransferível forma de enganar o impiedoso tempo.

É o que é.

Que bom, melhor assim.

Purple


A purple cat perhaps

can stand

For whatever differences

We may represent

In this ecological

Diverse

world.

Our uniquenesses

our ideas

and battles

Often speak louder

Than our loudest

Repeated words.

Not easy to live

In a society where

So many speak

But so few say anything

That is worth 

listening.

Colors yell.

They Play

They Whisper

while screaming,

secretly

what they really

want to 

Show.

Even the simplest

And most naive

Purple

Painted cat

Can

Some times

Say: odd is good.

Our differences makes us special

Lovable

Beautiful.

Magical.

free

Empathy for these differences

Makes us better

And allows us

To exist

In a better

Kinder

Softer 

possible world.

The impermanent nature of everything


I was writing a long post. One hour patiently choosing words, carefully putting them together to make a harmonic literary dance; intentional poetry, purposely composed to match the beautiful, colorful, delicate painting. Nice. Until I typed one wrong icon and the whole text was deleted. Gone, forever.

We can try to control our circumstances. We think life is solid, as the solid things we build, out of solid thoughts, solid bricks laid down together on solid grounds. Illusion. Life is fragile and impermanet, like every thing we are, see, feel, touch, do.

From one moment to the other all we know, own, are can be washed away with life.

Its not easy to face our fragility. To realize the impermanent nature of everything. One day, soon, we will all be dead. Time is unmerciful but also extremely generous and fair. Doesn’t spare a few, extinguishes it all. Makes me wonder…what is the point on all of this? No point. It’s all an illusion. Breath in and out, enjoy, let go. This too shall pass.
Painting available for sale:

“Aurora Borealis” – 30×40 – Acrylics on Canvas – 2017, Luciana Mariano ©
*******
Eu estava escrevendo um longo post. Uma hora inteira pacientemente escolhendo palavras, cuidadosamente organizando-as numa dança literária harmonica, poesia intencional, composta propositadamente para combinar com a pintura bonita, colorida, delicada. Ótimo. Até eu digitar um ícone errado e deletar todo o texto. Tudo se foi, para sempre. A gente pode tentar controlar nossas circunstâncias. A gente pensa que a vida é sólida, como as coisas sólidas que construímos, feitas de pensamentos sólidos, tijolos sólidos assentados sobre terrenos sólidos. Ilusão. A vida é frágil e impermanente, como tudo que somos, vejos, sentimos, tocamos, fazemos. 

De um momento para o outro, tudo o que conhecemos, possuímos e somos pode ser levado embora com a vida. Não é fácil enfrentar nossa fragilidade. Entender a natureza impermanente de tudo. Um dia, em breve, estaremos todos mortos. O tempo é impiedoso mas também extremamente justo e generoso. Ele não poupa ninguém, ele extingue tudo. Me faz contemplar… Qual o sentido de tudo isso? Não tem sentido. É tudo uma ilusão. Respire, aproveire, desprenda-se. E até isso haverá de passar.
Obra disponível:

“Aurora Boreal” – 30×40 – Acrylics on Canvas – 2017, Luciana Mariano ©

Empathy, kindness and flowers.


Kindness is better than religion, titles, possessions, better than anything money can buy. Kindness often has no name, no face, no address, because kindness is the love you can give to anyone, unconditionally. Kindness can give food and shelter disguised as charity, but its more than that. It’s much more, further and beyond guilt or duty, that’s for sure. Kindness is unpretentious, unexpected, true donation of humanity. It’s not a trade and certainly not a burden. It’s easy to get and give and in that way it’s wider than love itself. It’s not a present, not a stack of money, nor a bunch of dead flowers or a painted canvas. It is the priceless smile that is given and received with a silent hug of a million words. People who can wear the fellow man’s shoes and really understand how and why. Empathy causes kindness. Empathy is beauty beyond looks, words, things. Empathy and kindness could heal the world. We need more of it. Loads of it. 

The Elephant In The Room

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Life has funny ways to show us the way. Signs. Presences and absences. Dreams. It’s not the destination but the journey. It’s not what we see but what we feel. How we feel and perceive it. Not easy to choose, to decide, to trust the movement of life. Eyes shut, breathing, silencing the noisy mind and allowing the air to invade your skin, your pores and lungs. What is the elephant in your room? What does it mean to you? How to deal with it? Pure mystery and yet plenty of possibilities.

 

 

“It’s not an option”

http://www.tvbrussel.be/nl/node/29179

Interview about naif art in the Biennale d’Art Naïf d’Evere, Belgium. Shown on TV Brussels. 🙂

Entrevista sobre arte naif realizada durante a Bienal de Arte Naif de Evere, Bélgica. Passou na TV Brussels 🙂