cat

Cat love

You know the quality of a friend in the moments you have least to offer.

He can pick you up, clean, feed and hold you or he can close the dumpster.

It is very easy to be friends with someone with a nice home and car, large swimming pool and a fridge full of beer. It is easy to be friends with someone that always pleases you and brings you a certain status, benefits, easy talks, give and take, a shallow but satisfying, light approach.

It is not easy to get your hands dirty and put up with the ugly sides (or moments) of someone. Not easy to face someone’s pain and have the patience to sit beside him in silence, or even lay down on the ground with him for a while, just so he knows you understand (or not) and he is not alone. That’s what makes a real friend. That’s how you know what kind of a friend you have got, what kind of a friend you are. 

It’s easy to wiggle the tale.

But it’s the silent healing friendship that counts and makes a difference.

Cat love is not shown but felt.

No fuzz nor advertisement.

It is just there.

Des-Humano

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O vazio, nem sempre é desabitado.
Existem as cores
Os móveis
Os gatos
Que povoam o nada como se fossem tudo.
Como os únicos merecedores
De todo e qualquer lugar.

Ali não há ninguém para chamar o mundo de seu
Nenhum bandeirante para dizimar nenhuma raça.
Os homens são extremamente desnecessários
Quando se trata de paz e harmonia.

O espaço
A quietude
Não é desprovida de movimento
Nem sofre de melancolia.
A vida, mesmo que no silêncio dos cômodos
Não vê nenhum incômodo
Nenhuma falta
Nenhuma apatia
Na ausência.

Ultimamente
Nada anda mais desumano
Do que a figura humana.

Que reinem soberanos
Os gatos
Os móveis
E o vazio,
Repleto de cores.

Gato e rato

A proporção é a desproporção. Quem nunca se sentiu acoado? Quem nunca se sentiu injustiçado? Quem nunca se sentiu pequeno demais e sem forças?

Alguns por sarcasmo, outros por instinto, outros até por motivos alheios a compreensão humana, mostram-se nos bichos que realmente são.

Matar formigas com canhão. Já ouviu este ditado? Pois é, ele não existe. Mas embora ignorantemente inventado, ele expressa o esforço desesperado, inútil e ingênuo de tentar acabar com um mal que se infiltra  egoísta e sorrateiramente, tentando dominar uma situação. Na verdade, um gigantesco e inútil estorvo , massacrando a ínfima fração de um exército, mas sem a menor chance de eliminar o verdadeiro inimigo.

Instinto de sobrevivência todos têm. Todos precisam ter, enquanto ainda somos seres selvagens e rudimentares! Mas o instinto covarde de eliminar o outro por capricho, por sadismo ou vaidade, este eu não entendo. Nem acho que quero entender…

[…]

Que tipo de bicho você é?