pinturas

The end.


I moved to a new country six months ago. A new language that is not very easy to learn. A new place and culture, new challenges. It’s about love and survival, always, life is. And every new challenge brings its own new obstacles and pleasures, lessons and adversities. This is my new place, I want to learn how to exist here.

Therefor I am stepping out of my artistic carriere. 

The past ten years were all about struggle with very little reward. Times when I gave a lot of my work in exchange of food and simpathy, but most times in exchange of nothing. I survived but I can’t say I made a living out of it. I worked a lot but my work was many times locked up in dusty dark cellars with no sales. The world doesn’t reward or support simple art. And I am a simple artist. 

Some gallerists got their free paintings and never sold a piece.

Some tried to help, most never even bothered.

Friends bought underpriced paintings and I was fed for a while.

Some stole my paintings and took my works without ever paying for it. 

In fact, they stole much more than they took. 

Many appreciated my work but didn’t understand the bigger picture.

Women artists should be encouraged, supported, consumed. I am not getting younger, I cant wait for society’s higher conscienceness to kick in. There are children in cages in this world, human and civil rights being slaughtered, the last thing people are thinking about is silly naive art. People are either worried with their new car or vacation or struggling to put food in their plates, it’s not about art. 

I should use my silly art to make a statement, but my plate is also empty and nobody works on an empty stomach.

I can’t do this anymore. I need to survive. 

I need to grow out of my sorrow and be selfish enough to do another thing.

I am in another country, I am in another story, this is my new thing.

I have now, for the first time in my life, a love big enough that makes me feel safe and nurtured, energized and motivated. I want this change. I need to belong. I am going to take this opportunity to reinvent myself, to learn and be a part of something real. New beginnings are in order. This is it.
Thank you to the few real dear people who truly supported me for this past 10 years.

I know who you are and I don’t forget.
This is the end. And it feels right.

Luciana Mariano

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Sonho no divã

É preciso sonhar. Expandir a realidade através do sonho, do desejo, da imaginação. Sonhar até cair cansada e acordar achando que sonhos são sim possíveis e a realidade é só o avesso do sonho que ainda não se concretizou. É só questão de tempo. Do tempo que não para, do impiedoso tempo que não espera por ninguém; é só questão de fé. Fé é crença, crença é vontade, vontade é força e a minha força move mundos quando eu sonho. Imaginários mundos. Mundos de possibilidades.
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We need to dream. Expanding reality through dreams, desire, imagination. To dream until you fall exhausted and then wake up believing that dreams are, indeed, possibilities. Reality is just an inside out dream that is about to become true. It’s a matter of time. Time that doesn’t stand still, the unmerciful time that waits for no one; it’s just a matter of faith. Faith is belief, belief is will, will is strength and my strength can create worlds when I dream. Imaginary worlds. Worlds of possibilities.

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Commission work made for private collection. 

Luciana Mariano, copyrights reserved.

Viola enluarada

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Música inspira minha arte. Às vezes uma música me faz imaginar um quadro, outras a imagem me lembra uma canção. Geralmente música clássica me inspira em cores, mas o humor e o tema também são envolvidos e misturados por melodias das mais diversas. Almas sensíveis são normalmente tocadas pelo entorno, artistas, acredito, têm pele a menos e terminações nervosas a mais, porque as coisas nos invadem, tudo nos toca, algumas nos afligem, outras nos submergem. Nos afogamos facilmente pelas emoções, do amor à tristeza, toda agua é mar e todo mar é vasto, profundo.
A situação política no Brasil me devasta. Ver pequenas e frágeis conquistas sociais serem pulverizadas como estão sendo, me dá a sensação de que o mal é maior que o bem e que o egoísmo, a ignorância e a ganância são os sentimentos mais presentes na já empobrecida raça humana. Belchior escreveu e Elis cantou: “eles venceram e o sinal está fechado pra nós…”
A única coisa que me consola é a arte. Por ela pode-se denunciar abusos, indicar tiranias, questionar posturas, gritar injustiças, sussurrar dores, até mesmo quando se pinta uma flor ou se canta sobre o pó da estrada. A angústia do artista é tão necessária quanto a empatia pelo próximo. A capacidade de indignar-se diante do mal é a mesma que pinta escancarados e sutis horrores da existência. A arte protesta mas também vislumbra, cria, recorda momentos ideais, tempos bons, memórias saudáveis. A arte pode denunciar mas também pode fazer sonhar com aquilo que
Ainda não está, mas é possivel.
A belíssima música “Viola enluarada” (de Marcos Valle) me acompanhou na criação deste quadro, com sua doce mas profunda poesia. Ouvi várias vezes enquanto pintava. Na inocência dos elementos pintados, a canção martelava-me a alma: “A mão que toca o violão, se for preciso faz a guerra… Liberdade”
Precisamos de mais mãos, de mais igualdade, mais liberdade. Precisamos de festas juninas onde todos tenham o direito de dançar, brincar, comer, existir.
Em tempos de muitas trevas é preciso criar estrelas.
Em tempos com tão poucos motivos para festejar, é preciso trazer música, cor, brincadeira, dança, generosidade, igualdade, amor e cor à vida.
Senão houver memória que pelo menos haja sonho.
E se não conseguirmos sonhar que ao menos existam telas e músicas cheias de cor e poesia para que consigamos apaziguar a alma e seguirmos, perseverando, sem temer.

 

OBRA DISPONÍVEL PARA VENDA: “Festa Junina” – junho/2017 – Luciana Mariano ©

As coristas / Showgirls



Our mission in life is to be happy.

It might be wrong in the eyes of those who prefer to live in compliance with the system.

It might seem foolish in the eyes of those who are not able to dare being/doing differently from everybody else.

The world need more dancers, painters, dreamers.

And also, a lot more respect for the artists and the arts.

Home

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Some places are just like that.
A place to call home.
Grandpa’s couch.
Home sweet home.
Feeling homesick.
Missing home.
Missing my own.
Missing my son.
Some people are just like that.
They make us feel like home.
They share and they mean it.
They will be missed.
My home is always open for them.
It is funny how life is.
Some homes are made of stone.
Others of feelings.
Good memories
And good friends.

Home sweet home
Is wherever your heart is at.

So far… And yet, at home.

PS: Merci beaucoup Sol.
PS2: Proficiat met je verjaardag Fransje.
PS3: Jeg savner dig vildt, Mathias, min skat.

PS4: You can buy this painting at: http://www.naive-kunst-in-berlin.de/kuenstlerdergalerie/lucianamariano/

About windows and chairs

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Inquietação e paz
Cadeiras e janelas
Cortinas e chaminés
Noite, lua, estrelas
Coleção de pingüins.

A liberdade permite pintar (e viver) o que eu bem quiser.
A vida é cheia de escolhas.
Não há certo ou errado, há possibilidades.
E a pintura é o extremo da liberdade.
E isso é sempre, sempre bom!

Ingenuidade Urbana

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Inveja e maldade
Truculência e mentira
Fofoca e falsidade

Sempre vai existir na raça humana.

Mas eu escolho o oposto de tudo isso.
E acredito na frase:
“Livrai-me de todo mal, amém”

E assim é.