Objeto VIII

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Quem não tem pecados, que atire a primeira pedra.
Vejo pedras demais no caminho, mas nenhuma delas pavimenta.
Vejo gente que reza uma história e pratica outra.
Gente que julga e se senta no altar dos imaculados.
Gente que vive de imagem enquanto destrói o sonho alheio.
Fachadas suntuosas com ruínas internas.
Imundos corredores.
Quanta sujeira
Quanta decepção.
Chega de dar importância demais a quem merece de menos. Muito menos. Nada.
Por tempo demais, vi gente “boa” pisando de propósito na barra do vestido alheio.
Desejo de destruir, desabilitar sonhos, diminuir o brilho, a luz… por puro prazer.
Só a raça humana faz isso. O pior da raça humana.

Insistente sujeira,decepção.
Males desnecessários, mas que ensinam a quem quiser aprender.
Separar o joio do trigo. Entender a escuridão. Realizar o nojo.

Fartar-se.
Digerir.
Repelir.
Transmutar.

Quebra, ruptura.
Vazio, vácuo.
Ao invés da luta, entrega.

A unica cura possível é a pessoal. E ainda assim requer desejo.
Ela acontece no desapegar, no desprender, na desconexão.
Mudar e continuar alimentando feras não soa razoável. Nem possível.
Mudar, de fato, significa cortar as amarras e voar
Exercer a leveza da alma e do tempo.
Movimento interno, intenso
Silencioso, solitário, eterno.

Quanta bobagem se escuta e se vê.
Tantas outras se escreve.

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